Obesidade & Gordofobia

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“Emagreceu tudo aquilo uma vez porque foi ouvida e quantas vezes antes não foi ouvida, diversas vezes, por inúmeras questões, idas e mais idas em médicos que não se davam ao trabalho de te ouvir, todas as consultas culminando no peso que precisava perder e, toda vez que você ia ao médico, tinha que aceitar que precisaria se provar e que precisaria insistir, que precisaria trazer e reforçar cada um de seus sintomas, precisaria mentir, quem sabe e antes de mais nada, precisaria prestar muita atenção a tudo o que dizia aquele profissional, ser capaz de deixar o julgamento de si própria de lado para julgar apenas a postura dele, e então, saber se estava sendo bem atendida ou não, nunca baixar a guarda, nunca se contentar com o você tem que perder um milhão de quilos”

Inicio essa newsletter com esse trecho do livro “Infinita” de Camila Maccari, proposto no clube do livro de Fernanda Pandolfi. Trata-se de um. Romance que faz pensar sobre a experiência do corpo, limites e padrões inalcançáveis a que somos submetidos cotidianamente.

Um mulher resolve entrar em um bar sozinha e uma cadeira que estava sentada se quebra a a personagem vai ao chão. Tem-se então uma série de reflexões, lembranças e vivências intensas que giram em torno da obesidade, por ter de emagrecer e caber em um padrão, e como as reações gordofóbicas tem impacto sobre a personagem principal.

No livro, a personagem possui um quadro de Obesidade e provável Transtorno Alimentar associado e tentativas diversas de emagrecimento, e em vários pontos do livro, liga o peso a idade que teria na época.

E como relatado no primeiro parágrafo desse texto, uma das tentativas de busca de atendimento com Dra Roberta, nos mostrando também o quanto os pacientes enfrentam dificuldades na busca por profissional devido a gordofobia presente mesmo em ambiente ligados a contexto de saúde.

Gordofobia: é o preconceito, desvalorização, estigmatização e hostilização de pessoas gordas e seus corpos. Pode se manifestar de diversas formas, como: atitudes, falas e representações negativas; barreiras para inclusão de corpos gordos; exclusão social; pressão para emagrecer; ausência de cadeiras adequadas para pessoas gordas em espaços públicos; falta de acessibilidade; crenças de que as pessoas gordas não são saudáveis.

Recentemente, assistimos uma mulher gorda ser a primeira medalhista de ouro nas olimpíadas. Corpos gordos podem ocupar o espaço que quiserem, ganhar medalhas, ser referência, não é mesmo Beatriz, nossa campeã Olimpica?

Estou terminando um Curso de Aprimoramento em Transtornos Alimentares e em uma das aulas no ambulatório de TCA, tivemos uma aula em que o professor, educador físicos, deu alguns exemplos para inspiração de influenciadores na parte de exercicios físicos: @saudegg, @atleta de peso são alguns exemplos, e lembrando que a função do exercício não é emagrecer, mas sim gerar movimento e que devemos tratar o nosso corpo com gentileza.

Ressalto da importância do acompanhamento multidisciplinar dos Transtornos Alimentares e principalmente com equipe especializada nesses transtornos, sendo equipe mínima para atendimento: Psiquiatra, Psicólogo (a), Nutricionista e Educador Físico.

E você? Já passou por alguma situação dessas?

Um abraço forte,
Dra Flavia Freitas
Psiquiatra
CRM RJ 5298840-5 RQE 37744

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