A depressão é uma condição relativamente comum, de curso crônico e recorrente. Está freqüentemente associada com incapacitação funcional e comprometimento da saúde física e mental . Os pacientes deprimidos apresentam limitação da sua atividade e bem-estar além de uma maior utilização de serviços de saúde.
No entanto, a depressão segue sendo subdiagnosticada e subtratada.
Entre 30 e 60% dos casos de depressão não são detectados pelo médico clínico em cuidados primários de saúde. Muitas vezes, os pacientes deprimidos também não recebem tratamentos suficientemente adequados e específicos pelo não – especialista . A morbi-mortalidade associada à depressão pode ser, em boa parte, prevenida (em torno de 70%) com o tratamento correto seja no que tange à duração e doses adequadas. Desde que iniciamos na prestação de consultas em psiquiatria observamos como este quadro clínico é frequente chegando as seguintes conclusões , de maneira geral :
1) A depressão é um problema freqüente
2)A depressão é mais freqüente em mulheres
3) A depressão é um transtorno crônico e recorrente
4) A depressão pode ser tornar um transtorno incapacitante
5) A depressão é pouco diagnosticada pelo médico não-psiquiatra
E como diagnosticamos a depressão na prática médica diária ?
O paciente deve apresentar o humor deprimido ou a perda do interesse ou prazer em grande parte do dia, quase todos os dias durante o período de duas semanas.Somado ao humor deprimido, tem de haver a presença, ainda, de pelo menos 4 dos sintomas seguintes:
Desânimo acentuado, ou anedonia.
Redução ou aumento do apetite, com ganho ou perda de peso em 1 mês;
Alterações do sono: hipersonia ou insônia;
Pessimismo associado a sentimentos de culpa e/ou inutilidade;
Baixa autoestima;
Agitação psicomotora ou retardo;
Ideação suicida e pensamentos constantes sobre a morte;
Prejuízo da concentração com dificuldades para pensar.
Todos nós conhecemos alguém ( ou nós mesmos ) que já apresentou tais queixas acima descritas , não é verdade? Importante , é claro, diferenciar da tristeza que não é doença sendo passageira e que não interfere na rotina de vida diária tal qual a depressão atinge .
Logo , quando um paciente não responde ao tratamento a recomendação é revisar os fatores relacionados a não resposta onde , de maneira geral os mais importantes são : diagnóstico incorreto, avaliando a possibilidade de doença médica que pode justificar a refratariedade e a adesão ao tratamento. A adesão ao tratamento que é relativamente baixa, variando de 40% a 90% em diferentes estudos, ou seja , existem pacientes que comparecem às consultas dizem que estão administrando as medicações corretamente mas não estão (espero que você não seja um desses rsrsrs)
Percebem o quão complexo é tratar? E a resposta a questão levantada é particular a cada caso embora tenhamos pistas que nos indicam o caminho correto a seguir buscando a remissão de sintomas e resgate da qualidade de vida.
Nos vemos na próxima, pessoal!
Até 👋🏻
Dr. Daniel Monnerat