Cinema & Saúde Mental

Que tal unir o útil ao agradável? O cinema, além de ser uma fonte de entretenimento, pode ser uma ferramenta poderosa para refletir sobre nossas emoções, comportamentos e desafios mentais. Nesta edição, selecionamos três filmes que abordam temas relacionados à saúde mental de forma sensível e inspiradora. Eles não só emocionam, mas também podem trazer insights valiosos para o seu dia a dia. Vamos conferir?

1. “Coringa” (2019)

Este filme conta a história de Arthur Fleck, um homem que enfrenta transtornos mentais e vive em uma sociedade que não o compreende. A obra nos faz refletir sobre o impacto do isolamento social, a importância de buscar ajuda e o estigma que ainda envolve os transtornos mentais. Para quem assiste, é uma oportunidade de entender que não estamos sozinhos em nossas lutas e que buscar apoio é um ato de coragem.

2. “Como Estrelas na Terra” (2007)

Este emocionante filme indiano narra a história de Ishaan, um menino com dislexia que enfrenta dificuldades na escola e em casa até encontrar um professor que muda sua vida. A obra nos lembra da importância de sermos compreendidos e valorizados, especialmente quando enfrentamos desafios que nem sempre são visíveis aos olhos dos outros. É um convite para refletir sobre como a empatia e o apoio podem transformar vidas.

3. “Uma Mente Brilhante” (2001)

Baseado na vida real do matemático John Nash, este filme retrata sua jornada de convivência com a esquizofrenia. A história mostra que, mesmo diante de desafios mentais significativos, é possível encontrar caminhos para uma vida plena e significativa. O filme reforça a importância do tratamento adequado, do apoio familiar e da perseverança.

Dica do Mês: Use o Cinema para Refletir e se Conectar

Que tal incluir filmes como parte do seu processo de autoconhecimento e cuidado emocional? Assistir a histórias que retratam desafios semelhantes aos nossos pode nos ajudar a sentir menos sozinhos e a encontrar novas perspectivas. Que tal escolher um desses filmes para assistir nesta semana e refletir sobre o que ele desperta em você?

Curiosidade: Por que o Cinema Funciona?

Quando assistimos a um filme, nosso cérebro ativa áreas relacionadas à empatia, memória e emoção. Isso nos permite vivenciar experiências indiretamente, o que pode ser especialmente útil para quem enfrenta desafios mentais. O cinema nos ajuda a processar emoções, a nos conectar com histórias e a encontrar inspiração.

Próxima Edição:

No próximo artigo, vamos explorar como a música pode ser uma aliada na saúde mental. Aguarde!

Gostou desta edição? Compartilhe com amigos e familiares! E se tiver sugestões de filmes ou temas que gostaria de ver aqui, é só responder este e-mail. Vamos construir juntos um espaço de aprendizado e inspiração! Bora lá?

Até breve,
Clínica Monnfrei Psiquiatria

“O cinema é a arte de ver quem somos e quem podemos ser.” 🎥✨

Esperança para a Depressão Refratária: Como a Cetamina Pode Transformar Vidas

Se você ou alguém próximo já enfrentou a frustração de tentar diversos antidepressivos sem sucesso, saiba que existe uma alternativa inovadora e eficaz: a cetamina.

A cetamina tem se destacado como um tratamento revolucionário para a depressão refratária, ou seja, aquela que não responde às terapias convencionais. Diferente dos antidepressivos tradicionais, que podem levar semanas para agir, a cetamina proporciona melhora rápida dos sintomas, muitas vezes em poucas horas após a infusão.

Como a Cetamina Funciona?

Acetaminaa atua em um mecanismo cerebral diferente dos antidepressivos comuns, promovendo a formação de novas conexões neurais e ajudando o cérebro a recuperar sua capacidade de adaptação e resiliência. Isso pode proporcionar alívio significativo da tristeza intensa, apatia e até mesmo da ideação suicida.

Quais São os Benefícios?

✔ Rápida ação: Muitos pacientes experimentam melhora já nas primeiras sessões.
✔ Eficácia na depressão severa: Inclusive para aqueles que não tiveram bons resultados com outros tratamentos.
✔ Redução da ideação suicida: Estudos mostram que a cetamina pode reduzir pensamentos suicidas de forma rápida e duradoura.
✔ Baixos efeitos colaterais: Quando administrada em ambiente controlado, os efeitos adversos são mínimos e passageiros.

Para Quem a Cetamina é Indicada?

A cetamina pode ser uma opção para pacientes diagnosticados com depressão maior, transtorno bipolar depressivo e ideação suicida persistente, principalmente aqueles que não obtiveram resposta adequada com outros antidepressivos.

Na nossa clínica, ofereceremos infusão de cetamina em um ambiente seguro, supervisionado por especialistas, garantindo o melhor cuidado para nossos pacientes. Se você quer saber mais sobre esse tratamento ou conhecer casos reais de transformação, entre em contato conosco.

Entendendo o Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA)

Hoje queremos falar sobre um tema importante e ainda cercado de dúvidas: o Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA). Este é um dos transtornos alimentares mais comuns, mas que muitas vezes passa despercebido. Entender os sinais e buscar ajuda especializada pode transformar vidas!

O que é o Transtorno de Compulsão Alimentar?

O TCA é caracterizado por episódios frequentes em que a pessoa consome uma grande quantidade de alimentos em um curto período de tempo, acompanhados por uma sensação de perda de controle. Imagine sentir que não consegue parar de comer, mesmo quando não está mais com fome – e, depois, lidar com a culpa e a vergonha.

Diferente da bulimia nervosa, quem tem TCA não adota comportamentos compensatórios, como vômitos ou uso de laxantes. Esse comportamento pode levar a complicações físicas, como obesidade, e impactar profundamente a saúde emocional.

Como identificar os sinais?

O transtorno pode variar de pessoa para pessoa, mas aqui estão alguns sinais comuns:
  • Comer grandes quantidades de comida rapidamente, mesmo quando não está fisicamente com fome.
  • Comer até sentir-se desconfortavelmente cheio.
  • Sentir-se culpado ou envergonhado após os episódios de compulsão.
  • Comer sozinho para esconder a quantidade consumida.

Se você ou alguém próximo já vivenciou isso, é importante saber que não é uma questão de “falta de força de vontade” ou “preguiça”. O TCA é uma condição médica, e existem tratamentos eficazes!

Qual é a causa?

Ainda não há uma causa única para o TCA. Estudos mostram que ele pode estar relacionado a uma combinação de fatores:
  • Genética: Algumas pessoas podem ter predisposição ao transtorno.
  • Psicológicos: Ansiedade, depressão e baixa autoestima são frequentemente associados ao TCA.
  • Culturais: A pressão por um corpo perfeito e padrões de beleza irrealistas pode intensificar episódios de compulsão.

Como tratamos o TCA?

Na nossa clínica, utilizamos uma abordagem multidisciplinar para oferecer o melhor cuidado:
  • Psicoterapia: Trabalhamos com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), um método comprovado para tratar o TCA, ajudando a identificar e modificar pensamentos e comportamentos ligados à compulsão.
  • Tratamento medicamentoso: Em alguns casos, medicamentos podem ser prescritos para reduzir a compulsão e tratar sintomas associados, como ansiedade ou depressão.
  • Orientação nutricional: A parceria com nutricionistas ajuda a criar uma relação saudável com a comida, sem culpas ou restrições extremas.

A importância do tratamento precoce

Quanto mais cedo o TCA é diagnosticado e tratado, melhor o prognóstico. Nossa equipe está aqui para oferecer um espaço seguro, acolhedor e profissional para que você ou seus entes queridos possam enfrentar esse desafio com confiança e suporte.

Se você tem dúvidas ou quer saber mais, entre em contato conosco. Estamos prontos para ajudar!

Cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. Conte conosco nessa jornada!

Um abraço! Até a próxima,
Drª Flávia Freitas
CRM – RJ : 5298840-5
RQE : 37744

Entendendo a Cetamina

Bem-vindo à nossa última newsletter do ano! Hoje vamos falar sobre a Cetamina, uma substância que tem ganhado destaque no tratamento de diversas condições médicas. A Cetamina é um medicamento originalmente usado como anestésico em cirurgias e procedimentos médicos. No entanto, recentemente tem sido estudada e utilizada para tratar condições como depressão e dor crônica.

A Cetamina atua no cérebro bloqueando os receptores de glutamato, um neurotransmissor envolvido na percepção da dor e na regulação do humor. Isso pode levar a efeitos antidepressivos rápidos, muitas vezes notados dentro de horas após a administração. Seus principais usos médicos incluem anestesia, onde é utilizada há décadas em cirurgias, especialmente em ambientes de emergência devido à sua ação rápida. Também é usada no tratamento da depressão resistente ao tratamento, onde em doses controladas pode aliviar sintomas depressivos rapidamente, sendo uma opção para pacientes que não respondem a tratamentos convencionais. Além disso, a Cetamina ajuda a aliviar dores severas, especialmente aquelas que não respondem bem a outros analgésicos.

Como qualquer medicamento, a Cetamina pode causar efeitos colaterais. Os mais comuns incluem tontura, náusea, sensação de desorientação e aumento temporário da pressão arterial. É importante que o uso da Cetamina seja supervisionado por um profissional de saúde qualificado para minimizar riscos e monitorar possíveis reações adversas.

Pesquisas continuam a explorar novos usos da Cetamina e a melhor forma de administrá-la. Estudos têm mostrado resultados promissores, especialmente no tratamento da depressão e da ansiedade. A Cetamina representa uma esperança para muitas pessoas que sofrem de condições médicas difíceis de tratar. Se você ou alguém que você conhece está lutando contra a depressão resistente ou a dor crônica, entre em contato conosco para avaliarmos sobre as possibilidades de tratamento com Cetamina que possa ser particularizado a você.

Quer saber mais? Fique atento à nossa próxima edição, onde abordaremos outros tratamentos inovadores para a saúde mental e bem-estar.

Até a próxima!

Dr. Daniel Monnerat
MÉDICO : CRM – RJ 52106972-1
Psiquiatra : RQE – RJ 54019

O que é a Psiquiatria Intervencionista?

Bem-vindos à nossa Newsletter sobre Psiquiatria Intervencionista!

Nesta edição, vamos explorar algumas das intervenções mais avançadas e eficazes no tratamento de transtornos psiquiátricos resistentes aos tratamentos tradicionais. Vamos abordar a infusão de cetamina, a eletroconvulsoterapia (ECT) e a estimulação magnética transcraniana (EMTr).

Infusão de Cetamina: Uma Revolução no Tratamento da Depressão

A cetamina, originalmente usada como anestésico, tem se mostrado uma opção promissora para o tratamento da depressão maior resistente (TDM). Diferente dos antidepressivos tradicionais, que podem levar semanas para mostrar resultados, a cetamina pode aliviar sintomas de depressão em poucas horas.

Como funciona? A cetamina é administrada por via intravenosa em doses subanestésicas, geralmente em clínicas especializadas. Seu rápido efeito antidepressivo se deve à sua ação nos receptores NMDA no cérebro, o que ajuda a restaurar as conexões sinápticas.

Benefícios:

Rápida ação: Alívio dos sintomas em poucas horas.
Eficaz em casos resistentes: Útil para pacientes que não respondem aos antidepressivos tradicionais.
Pode reduzir a ideação suicida: Estudos mostram uma diminuição significativa nos pensamentos suicidas após a infusão.
Considerações:

Efeitos colaterais: Dissociação e alterações na percepção são comuns, mas geralmente transitórias.
Tratamento contínuo: Não é uma cura definitiva, e sessões de manutenção podem ser necessárias.
Eletroconvulsoterapia (ECT): Uma Abordagem Eficaz para Casos Graves

A ECT é um dos tratamentos mais eficazes para a depressão grave e outros transtornos psiquiátricos resistentes. Embora carregue um estigma significativo, a ECT moderna é segura e bem tolerada.

Como funciona? A ECT envolve a indução de uma breve convulsão elétrica no cérebro enquanto o paciente está sob anestesia geral. Esse processo parece “reiniciar” os circuitos cerebrais envolvidos na regulação do humor.

Benefícios:

Alta eficácia: Especialmente útil para depressão grave, catatonia e transtornos bipolares.
Rápida resposta: Melhora significativa dos sintomas após poucas sessões.
Considerações:

Efeitos cognitivos: Pode causar perda de memória temporária e outros efeitos cognitivos.
Estigma: A percepção pública ainda é negativa, apesar dos avanços na segurança e eficácia do tratamento.
Estimulação Magnética Transcraniana (EMTr): Tecnologia de Ponta no Tratamento da Depressão

A EMTr é uma técnica não invasiva que utiliza campos magnéticos para estimular as células nervosas no cérebro. É particularmente eficaz para pacientes com depressão maior resistente.

Como funciona? A EMTr envolve a aplicação de pulsos magnéticos repetitivos em áreas específicas do cérebro, geralmente o córtex pré-frontal, que está envolvido na regulação do humor.

Benefícios:

Não invasiva: Sem necessidade de anestesia ou cirurgia.
Eficaz para depressão resistente: Boa alternativa quando os antidepressivos falham.
Considerações:

Efeitos colaterais: Pode causar dor de cabeça e desconforto no couro cabeludo, mas geralmente são leves e temporários.
Necessidade de várias sessões: O tratamento completo pode envolver sessões diárias durante várias semanas.
Esperamos que esta edição tenha fornecido uma visão clara das opções avançadas disponíveis na psiquiatria intervencionista. Cada uma dessas terapias oferece esperança para pacientes que lutam contra transtornos psiquiátricos resistentes aos tratamentos convencionais.

Para mais informações entre em contato conosco!

Até a próxima!

Dr.Daniel Monnerat
CRM – RJ: 521069721
RQE: 54019

Obesidade & Gordofobia

“Emagreceu tudo aquilo uma vez porque foi ouvida e quantas vezes antes não foi ouvida, diversas vezes, por inúmeras questões, idas e mais idas em médicos que não se davam ao trabalho de te ouvir, todas as consultas culminando no peso que precisava perder e, toda vez que você ia ao médico, tinha que aceitar que precisaria se provar e que precisaria insistir, que precisaria trazer e reforçar cada um de seus sintomas, precisaria mentir, quem sabe e antes de mais nada, precisaria prestar muita atenção a tudo o que dizia aquele profissional, ser capaz de deixar o julgamento de si própria de lado para julgar apenas a postura dele, e então, saber se estava sendo bem atendida ou não, nunca baixar a guarda, nunca se contentar com o você tem que perder um milhão de quilos”

Inicio essa newsletter com esse trecho do livro “Infinita” de Camila Maccari, proposto no clube do livro de Fernanda Pandolfi. Trata-se de um. Romance que faz pensar sobre a experiência do corpo, limites e padrões inalcançáveis a que somos submetidos cotidianamente.

Um mulher resolve entrar em um bar sozinha e uma cadeira que estava sentada se quebra a a personagem vai ao chão. Tem-se então uma série de reflexões, lembranças e vivências intensas que giram em torno da obesidade, por ter de emagrecer e caber em um padrão, e como as reações gordofóbicas tem impacto sobre a personagem principal.

No livro, a personagem possui um quadro de Obesidade e provável Transtorno Alimentar associado e tentativas diversas de emagrecimento, e em vários pontos do livro, liga o peso a idade que teria na época.

E como relatado no primeiro parágrafo desse texto, uma das tentativas de busca de atendimento com Dra Roberta, nos mostrando também o quanto os pacientes enfrentam dificuldades na busca por profissional devido a gordofobia presente mesmo em ambiente ligados a contexto de saúde.

Gordofobia: é o preconceito, desvalorização, estigmatização e hostilização de pessoas gordas e seus corpos. Pode se manifestar de diversas formas, como: atitudes, falas e representações negativas; barreiras para inclusão de corpos gordos; exclusão social; pressão para emagrecer; ausência de cadeiras adequadas para pessoas gordas em espaços públicos; falta de acessibilidade; crenças de que as pessoas gordas não são saudáveis.

Recentemente, assistimos uma mulher gorda ser a primeira medalhista de ouro nas olimpíadas. Corpos gordos podem ocupar o espaço que quiserem, ganhar medalhas, ser referência, não é mesmo Beatriz, nossa campeã Olimpica?

Estou terminando um Curso de Aprimoramento em Transtornos Alimentares e em uma das aulas no ambulatório de TCA, tivemos uma aula em que o professor, educador físicos, deu alguns exemplos para inspiração de influenciadores na parte de exercicios físicos: @saudegg, @atleta de peso são alguns exemplos, e lembrando que a função do exercício não é emagrecer, mas sim gerar movimento e que devemos tratar o nosso corpo com gentileza.

Ressalto da importância do acompanhamento multidisciplinar dos Transtornos Alimentares e principalmente com equipe especializada nesses transtornos, sendo equipe mínima para atendimento: Psiquiatra, Psicólogo (a), Nutricionista e Educador Físico.

E você? Já passou por alguma situação dessas?

Um abraço forte,
Dra Flavia Freitas
Psiquiatra
CRM RJ 5298840-5 RQE 37744

Qual a cor do seu Setembro Amarelo?

O texto deste mês não poderia ser diferente pois os dados são anualmente cada vez mais alarmantes sendo o suicídio uma triste realidade que atinge o mundo todo e gera grandes prejuízos à sociedade.
De acordo com a última pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde – OMS em 2019, são registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo, sem contar com os episódios subnotificados, pois com isso, estima-se mais de 1 milhão de casos anualmente .

No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia e , a cada 40 segundos , uma pessoa se suicida neste planeta.

Embora os números estejam diminuindo em todo o mundo, os países das Américas vão na contramão dessa tendência, com índices que não param de aumentar, segundo a OMS. Sabe-se que praticamente 100% de todos os casos de suicídio estavam relacionados às doenças mentais, principalmente não diagnosticadas ou tratadas incorretamente. Entendem a importância de se tratar tanto preventiva quanto de forma resolutiva tais transtornos ?

Pois , dessa forma, a maioria dos casos poderia ter sido evitada caso esses pacientes tivessem acesso ao tratamento psiquiátrico e informações de qualidade.

Se informar para aprender e ajudar o próximo é a melhor saída para lutar contra esse problema tão grave. É muito importante que as pessoas próximas saibam identificar que alguém esteja pensando em se matar e a ajude, tendo uma escuta ativa e sem julgamentos, mostrar que está disponível para ajudar e demonstrar empatia. O suicídio é um importante problema de saúde pública, com impactos na sociedade como um todo. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde – OMS, todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que HIV, malária ou câncer de mama – ou guerras e homicídios.

Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a quarta causa de morte depois de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal. Trata-se de um fenômeno complexo, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, sexos, culturas, classes sociais e idades.

Embora alguns países colocaram a prevenção do suicídio como prioridade , muitos permanecem não comprometidos. Atualmente, apenas 38 países são conhecidos por terem uma estratégia nacional de prevenção do suicídio.

E nos conte , qual a cor do seu setembro amarelo ? Ou melhor , que tal ajudar a “colorir” os demais dias , semanas e meses do ano contribuindo para a divulgação e disseminação de informações tão importantes como as que colocamos acima ?

Conhece alguém que precisa ler este texto ? Compartilhe com ele (a ) estas informações e se inscreva para receber nossas newsletters mensalmente . Afinal , informar também é remédio! Abaixo contato útil para sempre compartilharmos para quem precisar conversar sobre :

Centro de Valorização da Vida (188), basta discar.

Horário de atendimento por telefone: Disponível 24 horas

Horário de atendimento por chat: Dom – 17h à 01h, Seg a Qui – 09h à 01h, Sex – 15h às 23h, Sáb – 16h à 01h

Nos revemos em breve por aqui . Abraços,

Dr. Daniel Monnerat
Psiquiatra da Clínica Monnfrei

O que funciona quando nada funciona?

A depressão é uma condição relativamente comum, de curso crônico e recorrente. Está freqüentemente associada com incapacitação funcional e comprometimento da saúde física e mental . Os pacientes deprimidos apresentam limitação da sua atividade e bem-estar além de uma maior utilização de serviços de saúde.

No entanto, a depressão segue sendo subdiagnosticada e subtratada.
Entre 30 e 60% dos casos de depressão não são detectados pelo médico clínico em cuidados primários de saúde. Muitas vezes, os pacientes deprimidos também não recebem tratamentos suficientemente adequados e específicos pelo não – especialista . A morbi-mortalidade associada à depressão pode ser, em boa parte, prevenida (em torno de 70%) com o tratamento correto seja no que tange à duração e doses adequadas. Desde que iniciamos na prestação de consultas em psiquiatria observamos como este quadro clínico é frequente chegando as seguintes conclusões , de maneira geral :

1) A depressão é um problema freqüente
2)A depressão é mais freqüente em mulheres
3) A depressão é um transtorno crônico e recorrente
4) A depressão pode ser tornar um transtorno incapacitante
5) A depressão é pouco diagnosticada pelo médico não-psiquiatra

E como diagnosticamos a depressão na prática médica diária ?

O paciente deve apresentar o humor deprimido ou a perda do interesse ou prazer em grande parte do dia, quase todos os dias durante o período de duas semanas.Somado ao humor deprimido, tem de haver a presença, ainda, de pelo menos 4 dos sintomas seguintes:
Desânimo acentuado, ou anedonia.
Redução ou aumento do apetite, com ganho ou perda de peso em 1 mês;
Alterações do sono: hipersonia ou insônia;
Pessimismo associado a sentimentos de culpa e/ou inutilidade;
Baixa autoestima;
Agitação psicomotora ou retardo;
Ideação suicida e pensamentos constantes sobre a morte;
Prejuízo da concentração com dificuldades para pensar.

Todos nós conhecemos alguém ( ou nós mesmos ) que já apresentou tais queixas acima descritas , não é verdade? Importante , é claro, diferenciar da tristeza que não é doença sendo passageira e que não interfere na rotina de vida diária tal qual a depressão atinge .

Logo , quando um paciente não responde ao tratamento a recomendação é revisar os fatores relacionados a não resposta onde , de maneira geral os mais importantes são : diagnóstico incorreto, avaliando a possibilidade de doença médica que pode justificar a refratariedade e a adesão ao tratamento. A adesão ao tratamento que é relativamente baixa, variando de 40% a 90% em diferentes estudos, ou seja , existem pacientes que comparecem às consultas dizem que estão administrando as medicações corretamente mas não estão (espero que você não seja um desses rsrsrs)

Percebem o quão complexo é tratar? E a resposta a questão levantada é particular a cada caso embora tenhamos pistas que nos indicam o caminho correto a seguir buscando a remissão de sintomas e resgate da qualidade de vida.

Nos vemos na próxima, pessoal!

Até 👋🏻

Dr. Daniel Monnerat

Quais “montanhas” subir?

Olá caro leitor (a) que nos acompanha mensalmente por aqui. Você já ouviu falar do Mito de Sísifo?

Na mitologia grega, Sísifo foi o mais astuto dos homens, mestre da malícia e da felicidade sendo punido pelos deuses a rolar uma pedra montanha acima diariamente, por toda a eternidade. Foi uma punição por ele tramar contra os deuses e uma maneira de envergonhá-lo, pois não havia esperteza que fizesse a pedra não rolar.

Nos dias atuais, quantas vezes nos percebemos diante de alguns problemas e desafios da vida com esta mesma sensação angustiante? Ou melhor , quais “pedras” escolhemos e quais “montanhas” subir? São tantas as perguntas e poucas as respostas!

Em um mundo tão plural e com tantas opções de realizações nos deparamos (quase) sempre com essa “encruzilhada mitológica” tão presente nos discursos amargurados e angustiantes dos pacientes que nos procuram.

É nesse aspecto , que a psiquiatria e a psicoterapia podem , respectivamente , nos auxiliar seja regulando alguns neurotransmissores ou recalibrando nosso livre – arbítrio melhorando assim a nossa capacidade tanto de tolerar quanto de sustentar o desejo de nossas escolhas.

Após essa pequena reflexão nos conte: o quanto desse mito ainda habita dentro de você ?

Saudações ,

Dr. Daniel Monnerat

Amigos, uma importante rede de apoio.

“You just call out my name
And you know, wherever I am
I’ll come runnin’
To see you again
Winter, spring, summer or fall
All you have to do is call
And I’ll be there
You’ve got a friend…“

“Apenas chame meu nome
E você sabe que onde quer eu esteja
Eu virei correndo
Oh, sim, eu virei
Para te ver novamente
Inverno, primavera, verão ou outono
Tudo que você tem que fazer é ligar
E eu estarei aí
Você tem um amigo…“

James Taylor – “You’ve got a Friend”

 

É com o refrão dessa belíssima música da década de 1970 (certamente você já ouviu …) que iniciaremos a reflexão de hoje.
Muito se tem falado da rede de apoio que precisamos quando conversamos sobre saúde mental, seja nas consultas psiquiátricas ou até mesmo, numa roda entre amigos.
Com a correria do dia a dia e com o senso de urgência que o “tic – tac“ do relógio nos impõe, perdemos aos poucos o nosso bem mais precioso por justamente não sabermos o que fazer com ele: o nosso tempo!
E com ele, se vão as memórias que poderíamos ter feito e nutrido, além dos laços de amizade que aos poucos vão se esgarçando com o passar das folhas do calendário. Quantos amigos (do peito) você ainda possui da época de sua infância? Quantas pessoas compõem a sua rede de apoio para que, nos momentos de dificuldade (independente da estação do ano, conforme consta na canção acima) possam servir de alento para aplacar as dores mais profundas do existir? E nós, será que poderíamos ser lembrados como um amigo(a) que, ao simples chamamento, estaria presente mesmo que distante?

Em tempos de WhatsApp e demais aplicativos que nos tornam sempre tão acessíveis , que possamos ser sensíveis a essa reflexão, entendendo que é na dificuldade que quase sempre perceberemos quem pode e deseja nos estender a mão.

Saudações,

Dr. Daniel Monnerat

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