Outro dia estávamos indo para o aeroporto do Rio de Janeiro, quando nos deparamos com o trânsito interrompido no caminho. Ao olhar, testemunhamos o falecimento de um motociclista. Fiquei pensando que essa pessoa, muito provavelmente, não saiu de casa hoje pensando que este seria seu último dia de vida. Que difícil.
Fiquei alguns dias refletindo sobre isso. Há poucos dias, tivemos enchentes no Sul do país. Morei em Porto Alegre durante minha formação em Psiquiatria e ver a cidade devastada, junto com mais de 300 cidades do estado, foi desolador. Novamente, pensei sobre a impermanência das coisas. Um dia estamos bem, no outro perdemos tudo, descobrimos uma doença grave, nos acidentamos, entre outras coisas. Dessas vicissitudes da vida, não temos controle. E precisamos aprender a viver o presente. Pode parecer clichê, mas é a realidade.
O que você faria se soubesse que hoje seria seu último dia de vida? O que você levaria consigo caso perdesse tudo?
Por aqui, levaríamos as pessoas que amamos, nossos gatos e documentos; o restante podemos recuperar.
E você, leitor?
Um abraço forte, Dra. Flávia Freitas Psiquiatra