O mundo mudou, principalmente pós pandemia do COVID – 19, e com ele nós também mudamos! Será que de dentro para fora ou de fora para dentro? Pouco importa já que os nossos comportamentos, atos e ações escancaram abruptamente uma triste realidade há muito tempo recalcada: nós adoecemos!
Porém, se a Psiquiatria lida com o subjetivo, como quantificar o nosso sofrimento a não ser pela percepção de que não vivemos mais uma vida tão prazerosa e com senso de propósito como antes vivíamos?
Passamos a nos comunicar mais em uma tentativa de romper o isolamento social, nos conectando ao mundo digital ao mesmo tempo que tornamos “íntimos” amigos virtuais que nunca conheceremos pessoalmente, paradoxalmente, sentamos à mesa com conhecidos de longa data sem dizer ao menos uma palavra deixando que o WhatsApp se comunique por e para nós.
Nunca houve tamanha procura pelos serviços especializados em saúde mental, sejam eles de psiquiatria, psicologia e afins. E nossos esforços, enquanto profissionais, tem sido tratar como também combater a psicofobia que se caracteriza pelo preconceito aos portadores de doença mental.
Isso cria um estigma de difícil ruptura isolando mais ainda aqueles que sofrem. Logo, se nem toda tristeza é depressão e nem toda ansiedade precisa ser medicada, uma coisa podem estar certos: ir preventivamente ao psiquiatra e não só apenas quando a dor se torna mais aguda, além de um ato de amor próprio significa também ter a coragem para se conhecer em profundidade reconciliando consigo próprio.