O setembro amarelo está chegando ao fim, mas a nossa jornada na busca das melhores técnicas e abordagens no tratamento da depressão não tem prazo de validade. Nesta newsletter, vamos falar sobre a mais recente novidade da Clínica Monnfrei, uma inovação no tratamento contra a depressão persistente: a máquina de EMT.
EMT: uma abordagem inovadora no tratamento da saúde mental
Você já ouviu falar em estimulação magnética transcraniana (EMT)? Nossa clínica acaba de incorporar essa tecnologia às nossas entregas em saúde mental. Por isso, preparamos este material para esclarecer as principais dúvidas sobre o tratamento e como ele se diferencia dos medicamentos tradicionais.
O que é a EMT?
A estimulação magnética transcraniana é um procedimento médico não invasivo que utiliza pulsos magnéticos para estimular regiões específicas do cérebro relacionadas à regulação do humor. Uma bobina posicionada sobre o couro cabeludo gera um campo magnético que atravessa o crânio sem dor e sem necessidade de anestesia, atuando diretamente na atividade dos neurônios da área estimulada.
Como funciona uma sessão?
• O paciente permanece sentado, acordado e consciente durante todo o procedimento.
• Cada sessão dura, em média, entre 20 e 40 minutos.
• Não há necessidade de internação: a pessoa pode retomar suas atividades normais logo depois.
• O tratamento costuma ser realizado em um ciclo de várias sessões (geralmente diárias, de segunda a sexta), ao longo de algumas semanas, conforme avaliação médica individual.
Para quais condições a EMT é indicada?
No Brasil, o Conselho Federal de Medicina reconhece formalmente a EMT superficial como ato médico válido, principalmente para:
• Depressão uni e bipolar, especialmente em quadros que não respondem satisfatoriamente aos antidepressivos;
• Alucinações auditivas associadas à esquizofrenia;
• Planejamento de neurocirurgias.
• Outras aplicações — como ansiedade, TOC e dor crônica — vêm sendo estudadas e, em alguns contextos, já contam com evidências crescentes, mas seguem sob avaliação médica caso a caso quanto à indicação formal.
Quais são os principais diferenciais em relação aos medicamentos?
Ação
• EMT: estimula diretamente a região cerebral ligada ao humor
• Medicamentos antidepressivos: atua de forma sistêmica por todo o organismo
Efeitos colaterais
• EMT: geralmente leves e localizados (desconforto no couro cabeludo, dor de cabeça leve)
• Medicamentos antidepressivos: podem incluir ganho de peso, alterações de sono, disfunção sexual, sonolência, entre outros
Indicação típica
• EMT: quando um ou mais antidepressivos não trouxeram resposta adequada ou quando há intolerância aos remédios
• Medicamentos antidepressivos: costuma ser a primeira linha de tratamento
Uso combinado
• EMT: pode complementar a medicação e a psicoterapia
• Medicamentos antidepressivos: frequentemente associado à psicoterapia
Início dos efeitos
• EMT: resposta acompanhada ao longo do ciclo de sessões
• Medicamentos antidepressivos: pode levar semanas para atingir efeito terapêutico pleno
A EMT é segura?
Sim. É considerada um procedimento seguro e bem tolerado pela maioria dos pacientes. A principal contraindicação é a presença de materiais metálicos ou eletrônicos próximos à área de aplicação, como implantes cocleares, marca-passos ou clipes de aneurisma — por isso, a avaliação médica prévia é essencial.
Quem pode se beneficiar?
De forma geral, costuma ser considerada para pacientes que:
• Não apresentaram melhora satisfatória com pelo menos um antidepressivo;
• Têm intolerância ou reações adversas relevantes aos medicamentos;
• Buscam uma alternativa complementar à psicoterapia e à medicação.
Quer saber se a EMT é indicada para o seu caso?
Cada quadro clínico é único. Se você tem dúvidas sobre como esse tratamento pode se encaixar na sua jornada de cuidado com a saúde mental, agende uma avaliação na Clínica Monnfrei. Estamos preparados para oferecer o diagnóstico mais acertado para o seu caso.
Para saber mais:
- Jornal da USP | Estimulação transcraniana proporciona alta taxa de melhora na depressão resistente ao tratamento:

