Olá,
Ainda hoje, falar sobre autismo exige desmontar um preconceito antigo: o de que se trata de uma “doença” a ser temida ou curada. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é, na verdade, uma condição do neurodesenvolvimento — e o sofrimento psíquico tão presente nessa população raramente vem do autismo em si, mas sim da forma como a sociedade reage a ele.
O preconceito se materializa no esforço exaustivo do mascaramento (quando a pessoa autista se força a “parecer normal”), na exclusão social e na infantilização de adultos. Esse ambiente hostil é um dos principais fatores para o desenvolvimento de ansiedade, depressão e esgotamento. A psiquiatria atual, alinhada ao modelo da neurodiversidade, entende que o foco não deve ser “eliminar” traços autistas, mas sim reduzir o sofrimento, respeitar as diferenças e garantir acessibilidade.
Combater o preconceito exige mudanças práticas: evitar a patologização excessiva na clínica, abandonar termos como “portador”, dar voz aos adultos autistas e reconhecer que o ambiente — e não a pessoa — é o que precisa ser adaptado. Nosso papel não é consertar, mas acolher.
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